País
Doenças respiratórias com acréscimo de 7% de mortes em Portugal
Os dados relativos à mortalidade em Portugal, relativos a 2024, são revelados pelo Instituto Nacional de Estatística.
As doenças do aparelho respiratório causaram a morte a 14.022 residentes no país, um acréscimo de 7,% em relação ao ano anterior. Por este motivo, a taxa de mortalidade (por esta causa de morte) aumentou “de 123,9 por 100 mil habitantes em 2023, para 131,1 por 100 mil habitantes em 2024”.
Cerca de um quarto (26%) do aumento das mortes causadas por doenças respiratórias ficou associado à subida do número de mortes por pneumonia, que esteve na origem de 5. 283.óbitos.
Os dados não incluem as mortes por Covid-19 que, por indicação da Organização Mundial da Saúde, constituem um grupo diferente.No total, morreram no país 119.046 pessoas, mais 0,1% do que em 2023 (118.947).
As doenças do aparelho circulatório e os tumores malignos representaram quase metade da mortalidade de 2024 (49,3%), valores próximos registados nos dois anos anteriores.
Em relação às doenças do aparelho circulatório, as doenças cerebrovasculares, também designadas acidentes vasculares cerebrais (AVC), estiveram na origem de 9.007 óbitos de residentes (7,6% do total de óbitos de residentes) e as doenças isquémicas do coração causaram 6 470 óbitos (5,5% do total).
No conjunto dos tumores malignos, destacaram-se 4.488 mortes provocadas cancros da traqueia, brônquios e pulmão, que representaram 3,8% do total de mortes de residentes. Estes tumores continuaram a atingir homens e mulheres “de forma muito diferente”, sublinha o INE, com taxas brutas de mortalidade de 63,7 mortes por 100 mil homens e de 22,0 óbitos por 100 mil mulheres.
Os cancros do cólon, reto e ânus representaram 3 % da mortalidade dos residentes em 2024, com 3.564 óbitos (menos 2,1% do que no ano anterior). Também por causa neste tipo de tumores, morreram mais homens do que mulheres em 2024.